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Portfólio

PROJETOS

/ FARDO

A série FARDO (2018–2019) articula fotografia e performance a partir de corpos de bailarinos em movimento, tensionando experiências de solidão, angústia e ansiedade no corpo contemporâneo. Por meio de longos tempos de exposição, a artista produz borramentos e deslocamentos que desestabilizam a ideia de registro fixo. Os corpos tornam-se matéria mutável, entre luz, gesto e duração. O processo privilegia o acontecimento e a relação, abrindo a imagem à alteridade. Na curadoria posterior, sentidos se reorganizam, revelando a fotografia como campo de disputa entre presença, ausência e ficção.

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/ ENTRE

O processo artístico Entre (2021) desenvolve-se como percurso a/r/tográfico entre arte, docência e pesquisa. Parte da experiência em uma casa abandonada, compreendida como espaço prenhe de presenças e ausências. A artista realiza registros fotográficos e, posteriormente, reinsere essas imagens no mesmo local por meio de lambe-lambe, instaurando um retorno ao espaço. Esse gesto desloca sentidos, ativando relações entre tempo, memória e alteridade. As imagens passam a existir em processo, abertas às interferências do ambiente e de outros sujeitos. A obra não se encerra na exposição, mas continua em transformação. O trabalho tensiona o olhar sobre o outro e evidencia a dimensão relacional da imagem. Assim, constitui-se como prática que articula criação, ensino e investigação, em permanente diálogo com o tempo e o território.

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/ O PESO DO RIO

A série (À) margem dos vitrais (2022) é composta por dez obras, elaboradas com apropriação de fotografias históricas do povo Laklaño/Xokleng, articulando arquivo e intervenção contemporânea. A artista utiliza materiais descartados do restauro de uma igreja luterana, como pregos de 1864, para tensionar a memória colonial inscrita no território. As imagens são manipuladas digitalmente e reconfiguradas com arame e fio, de aço recozido instaurando camadas entre passado e presente. Os corpos emergem como enunciação deslocada no tempo, produzindo fricções históricas. Nessas fotografias no campo expandido, imagem e matéria constroem novos regimes de visibilidade, e a obra opera como alegoria estética que reinscreve presenças indígenas em diálogo crítico com a história local.

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/ (À) MARGEM
DOS VITRAIS

A série (À) margem dos vitrais (2022) é composta por dez obras, elaboradas com apropriação de fotografias históricas do povo Laklaño/Xokleng, articulando arquivo e intervenção contemporânea. A artista utiliza materiais descartados do restauro de uma igreja luterana, como pregos de 1864, para tensionar a memória colonial inscrita no território. As imagens são manipuladas digitalmente e reconfiguradas com arame e fio, de aço recozido instaurando camadas entre passado e presente. Os corpos emergem como enunciação deslocada no tempo, produzindo fricções históricas. Nessas fotografias no campo expandido, imagem e matéria constroem novos regimes de visibilidade, e a obra opera como alegoria estética que reinscreve presenças indígenas em diálogo crítico com a história local.

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/ CORPO-TERRITÓRIO

O que acontece quando um corpo ancestral atravessa o tempo e reinscreve o território no presente?

 

A obra Vó Maria (2023) nasce de um gesto autoficcional que articula memória familiar e território. Ao final de seu processo de mestrado, a artista recorta o rosto da avó a partir de uma fotografia analógica de seu aniversário de cinco anos e realiza intervenções digitais, como duplicação, glitch e sobreposição do mapa do centro da cidade de Blumenau-SC (1864), onde reside atualmente. A imagem expande-se para além do registro, incorporando camadas materiais e possibilidades expositivas — procedimentos que tensionam herança, identidade e colonialidade. A teatralidade atravessa o processo, borrando limites entre corpo, território e presença, instaurando a fotografia como campo político, histórico e poético e enfatizando a pesquisa que a artista desenvolve em seu atual processo de doutoramento.

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/ EM PROCESSO

Proposição artística que tensiona imagem, território e memória a partir de três obras que operam no campo expandido da fotografia. 

As fotografias, produzidas e apropriadas, articulam-se a outras materialidades, acionando procedimentos como sobreposição, apagamento, encenação e rastro. A visualidade que emerge é instável: sustenta o dissenso, desloca o olhar e convoca o outro como coautor de sentido. O território blumenauense revela-se, então, como campo estético-político onde camadas de história se entrechocam, persistem e resistem. Entre arquivo e ruína, entre imagem e corpo, o trabalho propõe uma ética do encontro, onde corpos, tempos e territorialidades não apenas coexistem, mas disputam visibilidade.

 

Diante disso, permanece a pergunta: o que insiste em aparecer entre as ruínas, apesar de todos os dispositivos de apagamento?

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FRANSUÊ RIBEIRO - 2022

© 2025 por Fransuê Ribeiro. 

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